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Por Milene de Bon
15 de mai. de 2026
O velho rapaz,
O mais velho olhar.
A velha paixão,
A mais velha canção.
O velho anel,
Do mais velho pedido.
O velho papel,
Da mais velha caneta.
A velha fumaça,
No mais velho charuto.
O velho rapaz,
O mais velho olhar.
A velha paixão,
A mais velha canção.
O velho anel,
Do mais velho pedido.
A velha moça
No mais velho navio.
O velho som,
No velho tom.
A mais velha lembrança
Do mais velho amigo.
O velho vizinho!
O velho namorado,
O mais velho marido!
A lembrança da velha infância
Na velha casa que descansa
A velha risada,
Na mais velha dança.
A velha jornada
Na mais velha cama.
A velha luz de velas
No mais velho sorriso.
O velho abrigo,
Da mais velha criança.
Escrito em 15 de junho de 2022.
Sobre a escritora:

Milene dos Santos de Bon, 36 anos, é natural de Rio Grande – RS, e mãe da Luna há 15 anos. Tecnóloga em Sistemas para Internet como bolsista Prouni. Possui MBA em Marketing e Vendas pela Unisinos/POA. Está concluindo a graduação em Jornalismo e cursa Conservação e Restauração de Bens Móveis na UFPel. Premiada em 3º lugar, âmbito municipal, no VII Concurso Literário Internacional Castro Alves (2023), promovido pela Academia Riograndina de Letras, com o conto inspirado no texto “O Menino que carregava água na Peneira”, de Manoel de Barros. Entre os anos de 2005 e 2010 atuou nas artes cênicas. Em 2009 participou de uma Série no Taim, sobre o Bioma Pampa (Campus Sulinos) promovida pela Universidade Estadual de Campinas – SP, transmitida na TV Escola e Canal Cultura. Escreve desde os 10 anos de idade poemas, contos e minicrônicas.